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História da Salvador Caetano (e do Sr. Salvador Caetano)

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  • História da Salvador Caetano (e do Sr. Salvador Caetano)

    Bom dia,

    Deparei-me há pouco com um artigo sobre a história deste senhor, e da empresa por si criada, contra tudo e contra todos. Um exemplo com o qual ainda hoje se pode aprender muito.


    Saiba como o Grupo Salvador Caetano se reinventa há cinco décadas


    Entre o condicionamento industrial anterior a 1974 e as mudanças inesperadas da Revolução, Salvador Caetano criou um dos maiores grupos do país.

    Em 1946 a Europa entrava numa Primavera inesperada: os incêndios da II Grande Guerra já só deitavam um fumo ralo, os escombros das grandes cidades começavam a ser removidos pela retroescavadora do Plano Marshall e a derrota das forças de Eixo abria uma perspectiva de democracia generalizada - que só mais tarde, em 1958, seria consolidada com a criação da Comunidade Económica Europeia (CEE).

    Em Portugal, como ao longo de quase toda a sua história, era tudo diferente: os ventos da Europa não tinham força suficiente para ultrapassarem a barreira dos Pirenéus e o orgulho da solidão autóctone induzia uma economia imensamente modesta, burocrática, corporativa e isolacionista, que não convidava a grandes investimentos - por muito produtivos que pudessem ser.

    Salvador Fernandes Caetano, nascido em 2 de Abril de 1926 em Gaia (onde ainda vivia quando desapareceu, em 27 de Junho de 2011) - curiosamente no mesmo ano em que um japonês chamado Sakichi Toyoda fundava a Toyota Automatic Loom World - era fruto desse desprezo provinciano pela modernidade que marcou o século XX português: terceiro de nove filhos de um casal humilde, viu-se obrigado, aos 11 anos e com apenas a quarta classe, a procurar um emprego. No que aparecesse. E o que lhe apareceu foi a pintura de carroçarias e a reparação de autocarros na firma do empresário Castro Reis. As idas e vindas para o emprego - sazonal e por isso com longos períodos de desemprego - eram demoradas: Salvador gastava-as lendo os autores clássicos portugueses. Depois, comprou uma bicicleta, numa altura em que também já trabalhava por contra própria.

    A experiência agradou-lhe: aos 20 anos, precisamente em 1946, Salvador convida o irmão Alfredo e um amigo, Joaquim Domingos Martins, a fundarem uma empresa de fabrico de carroçarias. Com um capital social de 30 contos criava-se a Martins, Caetano & Irmão que, até 1952, perderia primeiro o ‘& Irmão' e mais tarde o ‘Martins': o condicionamento industrial (que só acabaria verdadeiramente em 1974) não predispunha ninguém para grandes coragens empreendedoras.

    Ninguém, não: quase ninguém. Salvador Caetano aprendeu inglês à noite (apesar de nunca ter chegado a ser fluente) e deitou-se à estrada rumo a uma Europa que fervilhava de negócios em cada esquina. De uma delas, algures no Reino Unido, importou para a sua empresa um método novo de construção de carroçarias - em aço e já não em madeira - o que lhe permitiu, em 1966, lançar a construção da sua primeira fábrica, em Oliveira do Douro, já sob a designação de Salvador Caetano Indústrias Metalúrgicas e Veículos de Transporte (IMVT).

    Nessa altura, Salvador Caetano já tinha iniciado uma experiência de importação: desde 1964, através da Transmotor (onde em 1970 passaria a ser maioritário), trazia para Portugal camiões de mercadorias e de passageiros das marcas Leyland, Albion e Scammel.

    Novos investimentos: uma úlcera duodenal
    A importação de veículos da marca Toyota foi mais difícil. É que o fabricante nipónico obrigava a que parte dos veículos fosse montada nos países de destino e Salvador Caetano não tinha licença para isso. Nem nunca iria ter, na versão de Torres Campos, director-geral da Indústria nos finais da década de 1960. Salvador Caetano teve de gastar muito latim, muito dinheiro, muitas horas e muita saúde a tentar contornar as leis iníquas do condicionamento industrial - que, genericamente, transformara o país (e as colónias) numa coutada de uma mão-cheia de famílias cujos nomes se encontram abundantemente, ainda hoje, nas páginas dos jornais de economia.

    A correria entre Gaia e a Secretaria de Estado da Indústria - uma viagem sobejamente conhecida de muitos empresários actuais, como por exemplo Américo Amorim - teve duas consequências visíveis: uma úlcera duodenal; e uma fábrica de montagem de carroçarias, inaugurada em Maio de 1971. A primeira desapareceu nesse mesmo ano na ponta de um bisturi; a segunda "Veio para ficar e ficou mesmo", como diz o célebre ‘slogan' criado pelo jornalista (e amigo) Artur Agostinho.

    Seria de supor que um grupo como a Salvador Caetano - um, dos maiores em 1974 - deixaria, depois da Revolução, de se ver confrontado com o remoinho de dificuldades, burocracias e contingentações que marcaram a sua evolução desde 1946. Nada disso: "O 25 de Abril foi para mim um problema terrível", diria mais tarde. Entre outras razões porque, ao contrário de tantos outros, decidiu ficar: como sempre fez, os problemas eram para enfrentar com a cara descoberta e a voz em revoada e não saindo pela porta dos fundos.

    Nu na Revolução
    Essa posição custou-lhe caro: nos primeiros meses depois da Revolução não conseguia sair de Portugal, fosse de automóvel ou de avião, sem passar por minuciosas revistas, durante as quais permanecia nu à espera que as idiossincrasias revolucionárias seguissem as suas tramitações invulgares. O problema (da nudez obrigatória) acabaria por ser resolvido por Pires Veloso (comandante da Região Militar do Norte, candidato derrotado por Ramalho Eanes à Presidência da República em 1980 e tio de Rui Veloso), mas aquilo que, da Revolução, Salvador Caetano nunca conseguiu esquecer foram os plenários de trabalhadores nas suas fábricas.

    Ao contrário do que era comum, o ‘patrão' imiscuía-se nos plenários e exigia tomar parte nas intervenções, desmontando as alegações dos que queriam fazer o grupo rumar para caminhos que não eram os traçados por Salvador Caetano. Entre berros, escaramuças, ameaças, sequestros e uma tentativa de rapto (alegadamente por parte das FP 25 de Abril), Salvador Caetano recordará para sempre o dia em que o presidente da Toyota nipónica mandou telefonar-lhe para confirmar se era verdade que, numa visita já programada ao Japão, o empresário português se faria acompanhar por um membro da Comissão de Trabalhadores. Salvador Caetano nunca mais quis saber da insolente comissão para nada. Não houve retaliações: desde sempre que os trabalhadores do grupo tinham regalias (promovidas pela administração) bem acima do que era praticado na generalidade - o que, aliás, resultou em vários desentendimentos entre Salvador Caetano e outros empresários portugueses.

    Mas os dias da democracia foram também para o grupo de repetição da contingentação industrial que o Estado Novo lhe tinha imposto: o poder político democrático nunca se empenhou - tal como sucedera outrora com as corporações - em viabilizar a construção em Portugal de uma fábrica da Toyota. Um Investimento Directo Estrangeiro que, se calhar, ‘esbarrou' com os interesses da Renault e mais tarde da Volkswagen instalados no país.

    Estratégia de diversificação
    Entretanto, o grupo diversificou, tanto nas exportações dentro do seu ‘core' como, no mercado interno, para outros sectores. A construção civil e o imobiliário eram quase obrigatórios, mas a Salvador Caetano tenta também os seguros, o ‘leasing', o sector químico e a banca - nomeadamente fazendo parte do malogrado núcleo duro do Banco Português do Atlântico (BPA). Mas não fica por aqui: contra a corrente tradicional dos empresários portugueses, a Salvador Caetano tornou-se também investidora directa em mercados externos - como foi o caso do Reino Unido - e como é, mais recentemente, o da China.

    Salvador Caetano foi, entretanto, deixando aos filhos (duas filhas e um filho, que teve com Ana, que conheceu nos bancos da primeira classe) e aos genros a responsabilidade da gestão do grupo, reservando para os amigos a melhor parte dos seus dias.

    José Ramos - casado com Angelina Salvador - é desde há anos o líder do grupo (apesar de não o ser formalmente) e parece estar a querer dar-lhe um novo rumo no mundo global e difícil que, para todos os efeitos, foi sempre o mundo preferido do seu sogro.

    Um jantar severo no Reino Unido
    Salvador Caetano nunca mandava recados nem floreava o que queria dizer. Uma noite, em plena Inglaterra profunda, convidou os dirigentes das suas empresas no Reino Unido para um jantar. O repasto correu bem: a gastronomia ajudava e as gravatas foram-se soltando na mesma proporção que a conversa. Até que, por volta da sobremesa, tudo mudou de repente. Salvador Caetano estava ali para explicar - mais coisa menos coisa - que, ou a administração das empresas britânicas começava a apresentar resultados ou ele, pura e simplesmente, fechava aquilo tudo. Os ingleses, emudecidos e com o suor a escorrer-lhes para dentro dos colarinhos, ouviram, calaram e saíram cabisbaixos o mais rapidamente possível quando a ‘ensaboadela' acabou.

    Um líder premonitório
    Os acasos têm destas coisas: a vida de José Ramos confunde-se com a história do grupo de empresas que dirige, como se houvesse uma sucessão de premonições inesperadas. Nasceu em 1946, em 15 de Agosto, precisamente no mesmo ano em que Salvador Caetano fundava a Martins, Caetano & Irmão; e entrou para o grupo em 1968 - um dos marcos mais importantes da sua história, dado ter sido o ano em que "O Toyota veio para ficar e ficou mesmo".

    Dois anos mais tarde, casou-se com a sucessora natural do ‘patrão', Maria Angelina - que já conhecia há muito e com quem teve dois filhos (em 1971 e 1972). Apesar de afirmar que entrou na Salvador Caetano como qualquer outro colaborador, destacou-se desde logo como ‘advisor' da administração, que passaria a integrar em 1975. Em 1986 chegou à condição de vice-presidente da principal ‘holding' do grupo e a sua função de líder dos negócios deixou de ser um tabu: passou a ser uma realidade para todos os colaboradores.

    Empresa com história: Salvador Caetano

    1946
    Salvador Caetano funda a Martins, Caetano &Irmão. Até 1952 perderia os dois sócios - que deixaram de acreditar no negócio. Continuou sozinho.

    1964
    Criação da Transmotor. Primeira experiência de importação de veículos: camiões de carga e passageiros das marcas Leyland, Albion e Scammel.

    1968
    Em 17 de Fevereiro é assinado o contrato de importação de veículos nipónicos da marca Toyota. Foi a alavanca do grande crescimento que se seguiu.

    1971
    Inaugurada a primeira fábrica de montagem de carroçarias da Toyota em Portugal. Salvador Caetano vencia assim a contingentação industrial.

    1981
    Criação da Fundação Salvador Caetano, que se dedicaria à cultura e ao ensino sob a forma de mecenato. Detém parte do espólio histórico do grupo.

    1987
    A Salvador Caetano IMTV entra em bolsa com a dispersão (em OPV) de 20% do seu capital. Em pouco tempo, o valor da empresa mais que duplicou.

    1988
    Início da exportação de autocarros Caetano-MAN para os mercados da Alemanha, Áustria e Países Baixos. Os Cobus surgiriam em 1990.

    1993
    Oito modelos do autocarro Cobus 200 EL seguem para o mercado alemão. Têm uma novidade importante: são inteiramente eléctricos.

    2011
    Salvador Caetano morre a 27 de Junho. Mas já tinha preparado sucessão, uma vez que não queria ver o ‘seu' grupo palco de guerras internas.

    2012
    China, Rússia, Colômbia e Uruguai são o novo ‘portfolio' de mercados potenciais para novos investimentos. A Salvador Caetano sobrevive ao líder.


    Histórias que marcam

    Negócio para ficar: Toyota: um acaso feliz
    Foi quase por acaso: a Toyota nomeara a Baptista Russo como sua importadora para Portugal, mas a empresa já era importadora da BMW e da MAN e os germânicos não queriam confusões. Resultado: impuseram um veto à Baptista Russo que, obrigada a escolher, optou por desistir de uma marca pouco conhecida na Europa e com um prestígio ainda por consolidar. Mas a Baptista Russo, liderada por Couto Nogueira, já tinha comprado 75 Toyotas, que permaneciam estacionados na alfândega sem que ninguém por lá aparecesse a reclamá-los. Para solucionar o problema, Couto Nogueira pediu ajuda ao amigo Salvador Caetano - que lá se decidiu a levantar os automóveis da alfândega, onde estiveram parqueados há cerca de um ano. Como era seu costume, Salvador Caetano não ligou aos conselhos supostamente mais avisados: apesar de todos lhe dizerem que os Toyota não tinham hipótese face à concorrência europeia (liderada pelo Fiat 127), o empresário de Gaia decidiu que seria importador da marca nipónica. Assim, a 17 de Fevereiro de 1968, a Salvador Caetano tornou-se a importadora nacional da Toyota, cujo primeiro modelo a entrar em Portugal foi a Corola.


    Herança: Uma sucessão quase difícil
    Era a décima maior fortuna do país - avaliada em cerca de 650 milhões de euros - e, por isso, não era de esperar que fosse uma herança fácil de gerir. Antevendo isso, Salvador Caetano tentou ainda em vida estabelecer as fronteiras entre os seus três sucessores - Maria Angelina, Salvador e Ana Maria - dividindo o grupo irmamente entre todos. Mas as coisas acabaram por não correr como o previsto. A mais nova dos três irmãos, Ana Maria, acabou por ficar com a Caetano Coatings (unidade industrial no Carregado de pintura automóvel e protecção de superfícies) e os 11% da construtora Soares da Costa que permaneciam no ‘port folio' da Salvador Caetano dos tempos em que Laurindo Costa cruzava participações com o amigo Salvador. Entretanto, mudou-se para a cidade de Lisboa, onde testa uma vida empresarial autónoma da restante família. Em Gaia, Maria Angelina é a presidente formal do grupo - depois de ter dirimido algumas dissensões com o irmão Salvador - mas o marido, José Ramos, é a verdadeira alma do negócio. Apesar de ser ‘apenas' genro do patriarca, foi durante vários anos o seu delfim, quer em termos de negócios quer da representação do grupo. É uma amizade antiga: o avô de José Ramos era amigo de Salvador - que desta forma frequentou a casa do futuro sogro desde muito novo. Apesar dos três herdeiros directos, Salvador escolheu José para seu verdadeiro sucessor: se dúvidas houvesse sobre isso, o livro biográfico do fundador do grupo (editado ainda em vida de Salvador) desfazê-las-ia: na página 237, e sob o título ‘Continuar...', surge uma foto de Salvador Caetano e de José Ramos. Miguel Ramos, o neto mais velho de Salvador (e filho de José e Maria Angelina), foi entretanto cooptado como vogal de uma das SGPS do grupo, o que quer dizer que a terceira geração Caetano também já está a tomar conhecimento dos meandros do império. Mesmo assim - e segundo um responsável de uma das consultoras que liderou o processo de partilha - as coisas correram bastante bem. Até porque havia um problema de fundo que podia atrapalhar (mas não aconteceu): a Toyota Caetano Portugal, além de ser cotada em bolsa, envolvia uma parceria histórica com o construtor nipónico (que detinha 27%).


    Política: Apoio a Menezes entre muitas visitas de ministros
    Salvador Caetano nunca se furtou a falar de política. Ficou por isso a conhecer-se o seu pouco apresso pelo regime anterior ao 25 de Abril de 1974, mas também o seu ódio (ou quase) pelo comunismo, representado, dizia, pelo PCP e pela CGTP. Nunca terá militado em qualquer partido, mas envolveu-se activamente nas campanhas do social-democrata Luís Filipe Menezes para a autarquia de Gaia. Na primeira vitória de Menezes, Salvador Caetano teve um papel fundamental: surgiu, nos cartazes de campanha, atrás do candidato do PSD - como se fosse uma espécie de ‘mão que embala o berço'. Sendo a Salvador Caetano um dos maiores grupos industriais do país, não era de admirar que todos os primeiros-ministros e ministros da tutela rumassem às suas instalações com uma periodicidade assinalável. Nas fotos, é possível reconhecer Cavaco Silva, José Sócrates e Manuel Pinho. O último ministro a ser recebido por Salvador Caetano terá sido Mário Lino, ex-responsável das Obras Públicas (de Sócrates) e a sua secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino. Durante o almoço, Salvador foi o mesmo de sempre: disse o que queria que os políticos deviam ouvir, sem tibiezas e sem recados velados. Mário Lino ouviu atento e só vacilou quando, de repente, se apercebeu que um jornalista do Diário Económico também estava presente.


    Sabadais: Entre negócios e jantares, os amigos eram uma constante
    Era uma queixa, mas servia apenas para brincadeira: Ana, a mulher de Salvador, costumava dizer que, sem convidar ninguém, às vezes tinha dentro de casa 30 pessoas ou mais, a quem era preciso dar de comer. Salvador Caetano gostava de fazer amizades e de as fazer durar vidas inteiras, à roda de várias mesas: do almoço, do jantar, das cartas, da malha, do ténis, das histórias que nunca se cansava de contar. As reuniões com amigos efectuavam-se apenas em duas ocasiões: aos sábados (chamava-lhes os ‘sabadais'); ou nos outros dias da semana, em dois ou três restaurantes que nunca variavam. Por vezes, as amizades imiscuíam-se nos negócios - sem se estragarem mutuamente - como era o caso mais emblemático da ligação entre Salvador Caetano, Rodrigo Leite (da Tertir) e Laurindo Costa (da Soares da Costa), todos desaparecidos nos últimos anos. Os três empresários tinham, para além da troca de participações, uma empresa em comum, a CIA, que liderou alguns projectos imobiliários na região do Porto. Os que privaram com Salvador recordam-no como alguém que nunca queria perder (nem a feijões) e que não se privava de admoestar os adversários com severidade e voz cheia sempre que estivessem reunidas as condições necessárias à instalação de uma polémica ‘amigável' entre os presentes.


    Novos investimentos: China e mercado interno são apostas mais recentes
    Com mais de dois milhões de euros de vendas agregadas e mais de seis mil trabalhadores, o grupo Salvador Caetano continua a ser um dos mais importantes agregados industriais do país. A sua actual estratégia de desenvolvimento envolve novos investimentos tanto no mercado interno como no exterior. No primeiro caso, o Governo acaba de assinar os termos da renegociação do contrato de contrapartidas com a Airbus Military, abrindo as portas à possibilidade de associar a Salvador Caetano ao projecto. Avaliado em cerca de 75 milhões de euros e podendo criar, segundo o ministro Álvaro Santos Pereira, mais de 800 postos de trabalho - 200 directos e 600 na cadeia de fornecimento - o projecto prevê a construção de uma fábrica ‘repartida' entre Gaia e Ovar. A produção de ferramentas industriais e componentes aeronáuticos, como estruturas metálicas e peças em materiais compósitos, é a finalidade das novas instalações. No exterior, o grupo tem em estado avançado de negociação a concretização de uma ‘joint venture' com um parceiro chinês para a construção, naquele país asiático, de uma fábrica de montagem de autocarros. O grupo português ainda não avançou, contudo, qual o nome do parceiro local. De qualquer modo, o arranque da produção está previsto para o primeiro trimestre de 2013 - sendo que as unidades nacionais do grupo vão ser fornecedoras do novo complexo industrial. A produção poderá seguir para outros mercados, limítrofes ao chinês.

    Fonte: Saiba como o Grupo Salvador Caetano se reinventa há cinco décadas | Económico

  • #2
    Eu posso dizer que Conheci o Sr. Salvador Caetano , se bem que foi por breves momentos e apenas o cumprimentei , mas ainda vi o Homem por detrás do nome.

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    • #3
      Boa noite. bom artigo este sobre a Salvador Caetano.

      Já agora, quais os modelos da Toyota montados cá?

      Cumprimentos

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      • #4
        Let me google that for you

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        • #5
          Muito interessante o artigo.

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          • #6
            Interessante o artigo, também tive o prazer de conhecer pessoalmente o senhor.

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            • #7
              Eu por acaso moro mesmo à beira desse senhor, grande empresário do Norte

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