Ora bem...
Sempre ouvi dizer que nunca se deve deixar um carro a Diesel ficar sem combustível... Contudo, isto parece não ser um "terror" tão grande no que toca aos carros a gasolina... :?
Assim, há muito, que me inquieta uma pergunta para a qual ainda não obtive resposta...
:arrow: Afinal, porque é tão prejudicial para um motor a Diesel ficar sem gasóleo??
Visto que a maioria das pessoas a quem perguntei isto não me soube responder, hoje ganhei coragem e perguntei ao "home" das bombas... :oops: :lol
Segundo ele: "É pior, porque se tal acontecer, tem que se desmontar a bomba e fazer circular lá gasóleo; enquanto que, nos a gasolina, dá-se umas acelaradelas e fica resolvido."
Ora esta resposta pareceu-me insuficiente... Mas não quis chatear mais o homem e fui-me embora... :oops:
Insuficiente, porque causou o aparecimento de novas questões:
:arrow: Então, porque não dar também umas aceleradelas no a gasóleo e a coisa resolver-se assim?
:arrow: O que têm as bombas de diferentes para justificar que uma tenha de ser removida e a outra não?
:arrow: Se a de gasóleo dá esse trabalhão todo é pior... Porque não terem os dois sistemas semelhantes?
:arrow: Etc...
(Sim, eu sei... Sou uma curiosa... :oops: )
Posto isto, decidi perder um bom tempo a pesquisar na net...
Aqui, vai o que descobri... (Provavelmente, já sabem isto :oops: , mas...)
__________________________________________________ ___________
O chamado motor de ciclo Diesel realmente foi criado por um alemão com esse sobrenome. Rudolf Diesel conseguiu patentear seu projeto em 22 de fevereiro de 1893, mas a apresentação oficial do motor só ocorreu em 1898. Desenvolvia apenas 10 cv de potência e logo passou a ser fabricado em toda a Alemanha. Suas primeiras aplicações foram em fábricas geradoras de energia.
A principal diferença dos motores do ciclo Diesel para os do ciclo Otto (a gasolina ou álcool) consiste na queima do combustível por pressão e não por ignição. Esses motores não possuem velas ou sistema de ignição, logo não há emissão de centelha (faísca). O óleo diesel - que de fato tem esse nome por causa do criador do motor - se inflama por causa do calor gerado pela pressão, que varia entre 65 e 130 kgf/cm², contra 60 a 80 kgf/cm² dos motores Otto.
Para melhor ilustrar essa diferença, acompanhe o paralelo do funcionamento dos motores nos quatro ciclos de funcionamento:
1 - admissão
Gasolina: aspiração da mistura ar-combustível
Gasóleo: aspiração e enchimento dos cilindros apenas com ar
2 - compressão
Gasolina: compressão da mistura numa taxa em torno de 9:1 (gasolina) ou 12:1 (álcool)
Gasóleo: compressão do ar puro, numa taxa acima de 20:1
3 - combustão
Gasolina: ignição por centelha da vela e explosão da mistura
Gasóleo: injeção de óleo diesel, auto-inflamação pelo calor da compressão, combustão à medida em que é injetado
4 - escapamento
Gasolina: saída dos gases queimados
Gasóleo: saída dos gases queimados
Pela elevada taxa de compressão e pelas características do combustível, o motor a diesel obtém rendimento muito elevado, o que se reflete no baixo consumo. Entretanto, a alta taxa exige que seus componentes sejam mais reforçados - daí seu maior peso e menor potência que um motor do ciclo Otto de tamanho equivalente. O nível de ruído e vibrações também é mais elevado, embora este inconveniente venha se reduzindo bastante nos projetos mais modernos.
Os motores a diesel representam grande economia, pois consomem menos (percorrem mais quilômetros com um litro) e o combustível é sensivelmente mais barato que o álcool ou a gasolina. Também são mais duráveis e têm manutenção simplificada. A contrapartida está no preço mais alto das versões equipadas com esses motores, que só se amortiza em tempo razoável para quem roda vários milhares de quilômetros por mês. Por outro lado, o valor de revenda dos pickups a diesel é também maior.
__________________________________________________ ___________
In http://www2.uol.com.br/bestcars/cons-die.htm
__________________________________________________ ___________
Num motor a gasolina, o piston comprime a mistura de ar e combustivel, a vela cria uma faisca e a mistura explode. Já num diesel, o que é comprimido é apenas o ar. O piston comprime ar e no ponto máximo da sua compressão, entra o combustivel. Como a pressão cria calor, quando o gasoleo entra no cilindro, o ar está tão quente que provoca a combustão. Não há portanto faisca nenhuma e denotam-se aqui grandes diferenças no processo de admissão de combustivel.
Ao passo que nos motores a gasolina, entra para o cilindro uma mistura de ar e combustivel (é para fazer essa mistura que serve o carburador ou, nos veiculos mais recentes a injecção), nos motores a diesel, entra primeiro o ar, e depois uma nuvem de combustivel proporcionada pelos injectores. Ou seja, a gasolina é misturada com o ar e depois injectada e o diesel é injectado directamente no cilindro que já tem o ar comprimido, daí o termo "injeção directa". Uma vez que apenas o ar é comprimido, isso permite taxas de compressão muito superiores à dos motores a gasolina, e mais compressão siginifica mais potencia.
Note-se que esta potencia não é necessariamente em termos de cavalos, mas em termos de torque. Ou seja, a aceleração pode nao ser das melhores, mas consegue puxar mais peso.
Além disso, a taxa de compressão maior aliada ao peso do motor, faz com que não se consigam atingir rotações tão elevadas, o que por si significa menos cavalos.
Depois, tem que se ter em conta que o diesel é muito mais energético que a gasolina, o que contribui para um consumo mais moderado.
Outro factor que contribui para um menor consumo, é a propria arquitectura do motor diesel. Num diesel, dificilmente fica combustivel por queimar, ao passo que com gasolina, isso acontece frequentemente (daí os sempre divertidos "raters")
(...)
Na gasolina, é o piston que abre a entrada de ar, mas, no caso do gasóleo, o que entra é mesmo só ar e não ar+combustivel.
Nos a gasóleo o combustivel é injectado no topo do cilindro quando a subida do piston provoca a maxima compressão, e o combustivel explode por acção da pressão e temperatura, sem faisca.
Isto é um pouco complicado de explicar sem desenhos, mas imagina o cilindro como sendo um copo com 2 furos a meio. Por esses furos entra o ar quando o piston desce, e à medida que sobe, a entrada fica bloqueada.
Os gases resultantes da explosão são libertados por valvulas.
Uma vez que o que é comprimido é ar e uma vez que a combustão do gasoleo é completa ( nos 2 tempos gasolina, queima-se oleo e fica combustivel por queimar), os diesel 2 tempos são extremamente potentes, limpos e eficientes.Alem disso, não sofrem de problemas de durabilidade como os gasolina por terem a tal lubrificação.
Mas têm alguns senãos:
-Terão obrigatoriamente que ter um turbo ou qualquer outro compressor para forçar a entrada de ar no cilindro.
-São muito mais pesados do que os 2 tempos a gasolina.
-São carissimos.
__________________________________________________ ___________
In http://www.portaldascuriosidades.com...c,13752.0.html
Disto, retirei duas conclusões que não sei se serão válidas...
1) Nos Diesel é pior, visto que há uma compressão muito grande de ar, que causa elevadas temperaturas. Logo, se não entrar gasóleo, mantem-se lá o ar, porque o piston não desce e, há um sobreaquecimento.
Enquanto que nos de gasolina não há tanta compressão, nem uma temperatura tão elevada, pois o que causa a explosão é a faísca da vela e não a temperatura gerada pela compressão de ar.
2) A combustão dos carros a gasolina nunca é total, ficando sempre um pouco de gasolina no depósito.
Por outro, lado a combustão dos a Diesel é total, não "sobrando" nenhum combustível.
Logo, umas "aceleradelas" nunca vão conseguir fazer com que seja aspirado algum combustível e, só vão piorar a coisa, porque farão entrar ainda mais ar para o cilindro.
Será isto??
Sempre ouvi dizer que nunca se deve deixar um carro a Diesel ficar sem combustível... Contudo, isto parece não ser um "terror" tão grande no que toca aos carros a gasolina... :?
Assim, há muito, que me inquieta uma pergunta para a qual ainda não obtive resposta...
:arrow: Afinal, porque é tão prejudicial para um motor a Diesel ficar sem gasóleo??
Visto que a maioria das pessoas a quem perguntei isto não me soube responder, hoje ganhei coragem e perguntei ao "home" das bombas... :oops: :lol
Segundo ele: "É pior, porque se tal acontecer, tem que se desmontar a bomba e fazer circular lá gasóleo; enquanto que, nos a gasolina, dá-se umas acelaradelas e fica resolvido."
Ora esta resposta pareceu-me insuficiente... Mas não quis chatear mais o homem e fui-me embora... :oops:
Insuficiente, porque causou o aparecimento de novas questões:
:arrow: Então, porque não dar também umas aceleradelas no a gasóleo e a coisa resolver-se assim?
:arrow: O que têm as bombas de diferentes para justificar que uma tenha de ser removida e a outra não?
:arrow: Se a de gasóleo dá esse trabalhão todo é pior... Porque não terem os dois sistemas semelhantes?
:arrow: Etc...
(Sim, eu sei... Sou uma curiosa... :oops: )
Posto isto, decidi perder um bom tempo a pesquisar na net...
Aqui, vai o que descobri... (Provavelmente, já sabem isto :oops: , mas...)
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O chamado motor de ciclo Diesel realmente foi criado por um alemão com esse sobrenome. Rudolf Diesel conseguiu patentear seu projeto em 22 de fevereiro de 1893, mas a apresentação oficial do motor só ocorreu em 1898. Desenvolvia apenas 10 cv de potência e logo passou a ser fabricado em toda a Alemanha. Suas primeiras aplicações foram em fábricas geradoras de energia.
A principal diferença dos motores do ciclo Diesel para os do ciclo Otto (a gasolina ou álcool) consiste na queima do combustível por pressão e não por ignição. Esses motores não possuem velas ou sistema de ignição, logo não há emissão de centelha (faísca). O óleo diesel - que de fato tem esse nome por causa do criador do motor - se inflama por causa do calor gerado pela pressão, que varia entre 65 e 130 kgf/cm², contra 60 a 80 kgf/cm² dos motores Otto.
Para melhor ilustrar essa diferença, acompanhe o paralelo do funcionamento dos motores nos quatro ciclos de funcionamento:
1 - admissão
Gasolina: aspiração da mistura ar-combustível
Gasóleo: aspiração e enchimento dos cilindros apenas com ar
2 - compressão
Gasolina: compressão da mistura numa taxa em torno de 9:1 (gasolina) ou 12:1 (álcool)
Gasóleo: compressão do ar puro, numa taxa acima de 20:1
3 - combustão
Gasolina: ignição por centelha da vela e explosão da mistura
Gasóleo: injeção de óleo diesel, auto-inflamação pelo calor da compressão, combustão à medida em que é injetado
4 - escapamento
Gasolina: saída dos gases queimados
Gasóleo: saída dos gases queimados
Pela elevada taxa de compressão e pelas características do combustível, o motor a diesel obtém rendimento muito elevado, o que se reflete no baixo consumo. Entretanto, a alta taxa exige que seus componentes sejam mais reforçados - daí seu maior peso e menor potência que um motor do ciclo Otto de tamanho equivalente. O nível de ruído e vibrações também é mais elevado, embora este inconveniente venha se reduzindo bastante nos projetos mais modernos.
Os motores a diesel representam grande economia, pois consomem menos (percorrem mais quilômetros com um litro) e o combustível é sensivelmente mais barato que o álcool ou a gasolina. Também são mais duráveis e têm manutenção simplificada. A contrapartida está no preço mais alto das versões equipadas com esses motores, que só se amortiza em tempo razoável para quem roda vários milhares de quilômetros por mês. Por outro lado, o valor de revenda dos pickups a diesel é também maior.
__________________________________________________ ___________
In http://www2.uol.com.br/bestcars/cons-die.htm
__________________________________________________ ___________
Num motor a gasolina, o piston comprime a mistura de ar e combustivel, a vela cria uma faisca e a mistura explode. Já num diesel, o que é comprimido é apenas o ar. O piston comprime ar e no ponto máximo da sua compressão, entra o combustivel. Como a pressão cria calor, quando o gasoleo entra no cilindro, o ar está tão quente que provoca a combustão. Não há portanto faisca nenhuma e denotam-se aqui grandes diferenças no processo de admissão de combustivel.
Ao passo que nos motores a gasolina, entra para o cilindro uma mistura de ar e combustivel (é para fazer essa mistura que serve o carburador ou, nos veiculos mais recentes a injecção), nos motores a diesel, entra primeiro o ar, e depois uma nuvem de combustivel proporcionada pelos injectores. Ou seja, a gasolina é misturada com o ar e depois injectada e o diesel é injectado directamente no cilindro que já tem o ar comprimido, daí o termo "injeção directa". Uma vez que apenas o ar é comprimido, isso permite taxas de compressão muito superiores à dos motores a gasolina, e mais compressão siginifica mais potencia.
Note-se que esta potencia não é necessariamente em termos de cavalos, mas em termos de torque. Ou seja, a aceleração pode nao ser das melhores, mas consegue puxar mais peso.
Além disso, a taxa de compressão maior aliada ao peso do motor, faz com que não se consigam atingir rotações tão elevadas, o que por si significa menos cavalos.
Depois, tem que se ter em conta que o diesel é muito mais energético que a gasolina, o que contribui para um consumo mais moderado.
Outro factor que contribui para um menor consumo, é a propria arquitectura do motor diesel. Num diesel, dificilmente fica combustivel por queimar, ao passo que com gasolina, isso acontece frequentemente (daí os sempre divertidos "raters")
(...)
Na gasolina, é o piston que abre a entrada de ar, mas, no caso do gasóleo, o que entra é mesmo só ar e não ar+combustivel.
Nos a gasóleo o combustivel é injectado no topo do cilindro quando a subida do piston provoca a maxima compressão, e o combustivel explode por acção da pressão e temperatura, sem faisca.
Isto é um pouco complicado de explicar sem desenhos, mas imagina o cilindro como sendo um copo com 2 furos a meio. Por esses furos entra o ar quando o piston desce, e à medida que sobe, a entrada fica bloqueada.
Os gases resultantes da explosão são libertados por valvulas.
Uma vez que o que é comprimido é ar e uma vez que a combustão do gasoleo é completa ( nos 2 tempos gasolina, queima-se oleo e fica combustivel por queimar), os diesel 2 tempos são extremamente potentes, limpos e eficientes.Alem disso, não sofrem de problemas de durabilidade como os gasolina por terem a tal lubrificação.
Mas têm alguns senãos:
-Terão obrigatoriamente que ter um turbo ou qualquer outro compressor para forçar a entrada de ar no cilindro.
-São muito mais pesados do que os 2 tempos a gasolina.
-São carissimos.
__________________________________________________ ___________
In http://www.portaldascuriosidades.com...c,13752.0.html
Disto, retirei duas conclusões que não sei se serão válidas...
1) Nos Diesel é pior, visto que há uma compressão muito grande de ar, que causa elevadas temperaturas. Logo, se não entrar gasóleo, mantem-se lá o ar, porque o piston não desce e, há um sobreaquecimento.
Enquanto que nos de gasolina não há tanta compressão, nem uma temperatura tão elevada, pois o que causa a explosão é a faísca da vela e não a temperatura gerada pela compressão de ar.
2) A combustão dos carros a gasolina nunca é total, ficando sempre um pouco de gasolina no depósito.
Por outro, lado a combustão dos a Diesel é total, não "sobrando" nenhum combustível.
Logo, umas "aceleradelas" nunca vão conseguir fazer com que seja aspirado algum combustível e, só vão piorar a coisa, porque farão entrar ainda mais ar para o cilindro.
Será isto??



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