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10-10-2011, 01:34 PM #1
Problema da produção nacional "está nos sindicatos"
Fonte: Problema da produção nacional está nos sindicatos - Expresso.ptO presidente da Toyota Caetano Portugal afirmou hoje, no 40.º aniversário da fábrica de Ovar, que o problema da produção nacional "está nos sindicatos", pela forma como criam "instabilidade" entre trabalhadores e patronato.
Manifestando-se "orgulhoso" dos níveis de qualidade atingidos nessa primeira unidade da Toyota Fora do Japão, da qual já saíram cerca de 300 mil veículos e que hoje emprega 225 colaboradores na produção dos modelos Dyna e Hiace, José Ramos declarou: "O nosso exemplo e outros - mas poucos - demonstra que o problema não está nos trabalhadores nem nas empresas".
Sindicatos criam instabiliadade
"Está, sim, nos sindicatos", continua esse responsável, "e na sua propensão para criarem instabilidade, pondo trabalhadores contra patronato, em vez de, conjuntamente, procurarem soluções com benefícios para ambos".
José Ramos reconhece que, na sequência dos efeitos do tsunami no Japão, a Toyota Motor Corporation suspendeu o fornecimento de peças à unidade de Ovar e obrigou assim a que essa recorresse a uma paragem laboral em maio e junho deste ano, mas ainda assim realça: "Mantivemos todas as condições aos colaboradores, como se estivessem a operar, inclusive [ao nível do] subsídio de alimentação e de férias".
O presidente da Toyota Caetano Portugal garante que para a situação positiva da empresa contribui "a predisposição da equipa" de Ovar para "enfrentar as situações com total abertura e disponibilidade", como diz ter sido "notório na transferência de pessoas, quer temporária quer definitivamente, para outras atividades e mesmo para outras empresas do grupo".
Dos sindicatos, José Ramos espera, por isso, que "ajudem a aproveitar a situação presente - que, pela sua gravidade, exige mudanças estruturais em muitos domínios - para se criar um contexto mais competitivo para as empresas portuguesas, que incentive a produtividade e o investimento nacional e estrangeiro, em bases sólidas e permanentes".
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10-10-2011, 02:56 PM #2
Então se acabarmos com os sindicatos passamos a ser um país de topo? Se fosse tudo assim tão simples...
O problema da produtividade nacional é um problema transversal, vai desde o patronato, sindicatos, trabalhadores, passando pela falta de competitividade e inovação, falta de liquidez, etc etc etc Passa também pelo estado e pela sua reestruturação, pelo combate à fraude e à fuga aos impostos, etc etc etc
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11-10-2011, 08:48 AM #3
A guerra entre sindicatos e patronato não é nova, mas consta que muitos sindicatos são demasiados exigentes, não aceitando negociações "aceitáveis" para ambas as partes.
Segundo ouvi dizer (agora entramos no "diz que disse") o que levou ao encerramento da fábrica da Opel em Portugal, foi o sindicato dos trabalhadores da fábrica que não quis aceitar a proposta da Administração da empresa. Conclusão, mudaram-se para espanha para poupar 250€ em cada Combo que produzem. Com isto perderam-se cerca de 2000 postos de trabalho directos e mais um número incerto de indirectos que trabalhavam para os fornecedores desta fábrica.
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11-10-2011, 09:21 AM #4
O problema dos sindicatos é que, muitas vezes, quem os lidera, já nem sabe o que está a defender!
Exemplo prático: Manuel Carvalho da Silva é líder da CGTP desde 1999. Desde 99 que a única coisa que faz é escrever umas dissertações e mandar uns discursos... Não sabe na pele o que é a produtividade própria, rentabilidade, prejuízo, lay-off, etc e tal, porque somos todos muito teóricos quando se trata do dinheiro dos outros (aqui no forum, todos temos uma palavra a dizer sobre o carro de A, B ou C! Especialmente sobre o nharis do onix!).
Quem é ele para convocar umas greves, quando na realidade, na maioria das PME já não se goza os feriados locais, e os nacionais, facilmente se trocam pela "tarde de sexta"??
Na verdade, e desculpem-me se vou dizer uma bacorada, os sindicatos já só se preocupam em defender a fileira dos funcionários públicos que estão no quadro do estado à anos! E não pode andar um país inteiro a lutar pelos direitos que meia dúzia adquiriram à 25 anos, para caçar votos, que já não se adequam aos dias de hoje.
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CrasyE12 (11-10-2011)
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