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  1. #1
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    Default Europa e em Portugal não exige a melhor protecção para crianças com menos de 4 anos

    Lei na Europa e em Portugal não exige a melhor protecção para crianças com menos de 4 anos

    Press Release
    Segurança Rodoviária - Criança Passageiro


    Novo estudo confirma que no automóvel, as crianças devem viajar voltadas para trás até aos 4 anos, para terem uma melhor protecção em caso de acidente. Há muito que tal é defendido pela comunidade técnica internacional. Mas essa evidência foi mais uma vez confirmada num estudo publicado esta semana pela ANEC – Associação Europeia de Consumidores – no qual a APSI participou enquanto conselheira. A conclusão teve como base o estudo de acidentes reais ocorridos no Reino Unido, Suécia e Estados Unidos. (Pode consultar o estudo integral em www.anec.eu).

    “A legislação europeia dá informação de alguma forma enganosa para o consumidor, pois dá a ideia de que tanto faz transportar a criança voltada para trás ou para a frente depois dos 9 kg (geralmente 8 a 9 meses), quando a comunidade técnica internacional é unânime na afirmação de que é mais seguro viajar virado para trás até aos 4 anos”, alerta Helena Cardoso de Menezes, consultora em segurança infantil da APSI e também da ANEC neste Estudo.
    Também a Aliança Europeia de Segurança Infantil defende o uso de cadeiras viradas para trás até aos 4 anos. No relatório de avaliação do projecto CSAP (Plano de Acção para a Segurança Infantil), apresentado em 2007 , em que foram avaliadas as políticas ou estratégias adoptadas pelos diversos países participantes no projecto, Portugal obteve uma má classificação na apreciação das políticas de segurança rodoviária, e em particular, na que diz respeito a esta estratégia específica tão importante para uma maior protecção da vida das crianças.


    Há muitos anos que as crianças nórdicas usam cadeirinhas voltadas para trás até aos 4 anos, e a Suécia é o país com a mais baixa taxa de mortalidade do mundo, nessas idades, em acidentes rodoviários. Mas no resto da Europa e em Portugal, esse tipo de cadeiras para crianças mais velhas é difícil de encontrar.
    Em Portugal, o Código da Estrada estipula que as crianças com menos de 3 anos só podem viajar no banco da frente se utilizarem uma cadeirinha virada para trás e sempre com o airbag desligado. Geralmente, há mais espaço para a instalação deste tipo de cadeiras à frente, mas um esquecimento de desligar o airbag pode ser fatal. Esta medida deveria ser estendida progressivamente a todas as crianças até aos 3 anos que viajem de automóvel, mesmo no banco de trás, mas teria de ser suportada por alterações no R44 e na Directiva Comunitária com o consequente aumento da oferta no mercado. Esta só poderá ocorrer com o envolvimento dos fabricantes de cadeirinhas e de automóveis. Para já, é urgente aumentar a informação que chega aos consumidores para que façam escolhas mais informadas e sejam mais exigentes na protecção dos seus filhos mais pequenos, o que também poderá forçar a tendência do mercado na oferta de modelos vendidos actualmente nos países nórdicos.
    Estudos feitos pela APSI em 2001 e 2007 , indicam que actualmente, menos de metade das crianças que utiliza cadeirinha até aos 18 meses viaja voltada para trás (49%) – Ver gráficos . Esta taxa é bem mais elevada para as crianças com menos de 6 meses (87%) mas decresce para 55% nas crianças dos 6 aos 12 meses. Entre 2001 e 2007, este último valor parece representar uma taxa de utilização estável entre os 6 e os 9 meses (54% e 57%, respectivamente) e um aumento de 31% para 53% na taxa de crianças entre os 9 e os 12 meses que usam cadeirinha e que viajam voltadas para trás. Apesar de serem valores pouco significativos tendo em conta a dimensão do universo estudado, este facto poderá não ser alheio ao intenso esforço da APSI junto de pais e profissionais de saúde na divulgação da importância vital que representa manter a criança voltada para trás durante o máximo de tempo possível. De facto, a APSI tem sido solicitada por um número crescente de Hospitais para a realização de Cursos de Introdução ao Transporte de Crianças no Automóvel, dirigidos a profissionais de saúde. São cada vez mais numerosos os médicos e enfermeiros que dão essa recomendação aos pais, apesar das resistências iniciais devidas ao alegado conforto das crianças.
    "Há alguns anos, considerava a APSI fundamentalista por dizer que as crianças deviam viajar em "cadeirinhas" viradas para trás pelo menos até aos 18 meses. A experiência pessoal vivida na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos alterou a minha visão, nomeadamente dois casos de crianças transportadas viradas para a frente que foram vítimas de acidentes de viação, dos quais resultaram lesões cervicais e cerebrais graves. A menina que tinha 12 meses vive em estado vegetativo sem autonomia respiratória. O rapaz de 18 meses morreu algum tempo depois. Acompanhar estas tragédias fez-me pensar de modo diferente. Hoje, defendo junto dos Pais a necessidade de manter as crianças voltadas para trás pelo menos até aos 18-24 meses", afirma o Prof. José M. Aparício, Pediatra e Intensivista Pediátrico, no Porto.
    As cadeirinhas voltadas para trás salvam a vida de 9 em cada 10 crianças, em caso de acidente. Mas, em Portugal, são muito raras as crianças com mais de 12 meses que viajam com o nível de protecção ideal apesar de ser reconhecida a importância de continuar a usar a cadeirinha voltada para trás até aos 4 anos para proteger eficazmente a cabeça e o pescoço frágil das crianças.

    Proteger melhor, nem sempre significa pagar mais
    Nos centros de verificação que a APSI tem dinamizado em todo o País e que foram a base destes Estudos, é frequente chegarem crianças muito pequenas já em cadeirinhas voltadas para a frente. Mas, segundo afirma Helena Sacadura Botte, Secretária-Geral da APSI e inspectora de cadeirinhas com grande experiência neste tipo de intervenção, “algumas vêm com a primeira cadeirinha (também conhecida por “ovo”) mal instalada, ou seja virada para a frente, e basta corrigir o erro para resolver o problema. Noutros casos, após uma conversa com os pais que geralmente entendem os benefícios e aceitam a argumentação e, se o tipo de cadeira utilizada o permite, esta é reinstalada voltada para trás pelos técnicos da APSI. Assim, sem qualquer custo adicional, muitas crianças passam imediatamente a viajar com um nível de protecção mais elevado”.
    No entanto, esta realidade nem sempre é válida. A oferta existente no mercado para crianças com mais de 9 a 12 meses, é reduzida. Geralmente, a criança cabe na primeira cadeirinha (Grupo 0+ até aos 13 kg) até aos 10 a 14 meses, mas quando precisa de transitar para o modelo seguinte (virado para trás) a oferta é reduzida: ou se opta por cadeiras mistas (Grupos 0+/I , até aos 18 kg), mais baratas mas cada vez mais raras devido à elevada taxa de erros de utilização, ou dificilmente se encontra uma cadeira do Grupo I que possa ser utilizada voltada para trás. Quando se encontra (existem pelo menos dois modelos em Portugal), não se adaptam a todos os automóveis e os preços são elevados.
    O estudo da ANEC alerta para o abismo existente entre lei e tecnologia no que toca à protecção das crianças mais novas, e recomenda que o novo regulamento de cadeirinhas em preparação nas Nações Unidas, em Genebra, considere apenas cadeiras voltadas para trás para as crianças mais novas, o que irá promover o desenvolvimento de novos produtos. Recomenda igualmente alterações legislativas a nível europeu no sentido de ser proibida, a médio prazo, a aprovação e venda de cadeiras viradas para a frente no Grupo I (9-18kg). Mas antes que essas alterações ocorram, é feito um apelo aos fabricantes de cadeirinhas e de automóveis para que colaborem voluntariamente no fornecimento de sistemas de retenção para crianças até aos 4 anos, voltados para trás, tal como existem no mercado escandinavo. Dessa forma, todos os consumidores Europeus poderão ter acesso a esses dispositivos e liberdade de escolha na protecção que dão aos seus filhos. A APSI corrobora totalmente esta posição e estende o apelo aos representantes de marcas já instaladas em Portugal para que a oferta no mercado aumente e facilite uma melhor protecção das crianças do nosso País.

    Mais Informações:
    - Estudo da ANEC está disponível em www.anec.eu/attachments/ANEC-R&T-2008-TRAF-003.pdf
    - Press Release Europeu (ANEC)
    -
    Relatório de Avaliação da Segurança Infantil em Portugal, Aliança Europeia para a Segurança Infantil
    - Alguns dados sobre
    cadeirinhas viradas para trás




    Videos de crash tests:
    http://www.securatot.co.uk/why-rear-facing-is-safer

  2. #2
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    Boa mensagem, no entanto é engraçado sequer pensarmos nisso quando ainda se vê todos os dias a todas as horas crianças no colo dos pais no banco da frente, ou no banco de trás completamente soltas, e não, não é só culpa dos polícias, embora nestas casos se os paisinhos ficassem com inibição de conduzir durante uns meses os ajudasse a reflectir, no entanto deve ser gostar muito pouco dos filhos para fazer das crianças balas humanas, e digo isso tendo pessoas dessas na família...

  3. #3
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    Concordo contigo, aliás ainda há aquela mentalidade que á 30 anos atrás não havia nada disto e estou vivo... esquecem-se é de referir que a taxa de mortaldiade infantil era muito maior

  4. #4
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    Concordo contigo, aliás ainda há aquela mentalidade que á 30 anos atrás não havia nada disto e estou vivo... esquecem-se é de referir que a taxa de mortaldiade infantil era muito maior
    E o nº de veículos na estrada muito menor, assim como as velocidades que o pessoal arriscava. Sim porque andar a 140 num Mazda 323 de 83 já é o delírio total (por exemplo).
    "I cant believe toyota made a car like this Supra, now they make the prius..."
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  5. #5
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    Falta a muitos civismo e bom senso! A legislação que existe actualmente é melhor do que nenhuma... estava actualizada para determinada realidade e contexto histórico social, hoje não faz sentido... há que rever e actualizar.

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  6. #6
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    já houve abaixo assinados para mudar a legislação em portugal, mas até agora continua tudo na mesma.

    Eu até acho que nem devia ser ser necessário uma lei para isto, porque parto do principio que os pais querem o melhor para os filhos e pensam na sua segurança.

  7. #7
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    Pois, em relação à 20 ou 30 anos atrás, sim, eu também sobrevivi, mas antigamente nem cintos os carros traziam atrás, não pudemos comparar, além de que a quantidade de veículos na estrada era brutalmente menor, consequentemente os sinistros também...

    Agora sobre isso de os pais quererem sempre o melhor para os filhos, é uma questão de prioridades, talvez prefiram o melhor para os filhos no momento, que é fazer-lhes a vontade e irem no colo ou então pendurados entre os bancos (mesmo mesmo a jeito para ficarem "colados" ao vidro numa travagem mais brusca) do que terem de aturar as criancinhas a chorar a viagem toda porque não os ensinaram logo de pequeninos a andar nas cadeirinhas....

  8. #8
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    Cadeiras de colocar voltadas para trás já ha bastantes no mercado, a informação sobre as mais-valias deste tipo de cadeiras é que não é nenhuma e os preços também são altos.
    Um casal que tenha de salário o ordenado mínimo têm possibilidade de comprar uma cadeira de voltar para trás? Não pesquisei dados mas também não é preciso, certamente uma grande percentagem da população portuguesa está neste escalão.
    Existem casos de famílias que não têm sequer dinheiro para comprar as vacinas para os bebés, algumas bastante importantes custam cerca de 80Eur ou mais.
    Os gastos que se têm com um bebé são enormes, acredito que no geral todos os pais gostariam de dar o melhor aos filhos, mas são custos incomportáveis para uma familia de baixos rendimentos, não se podem fazer comparações entre por exemplo paises nórdicos e portugal, rendimentos diferentes, qualidade de vida diferente, estado social diferente.
    Não tenho numeros correctos, mas uma cadeira da Chicco de voltar para trás será por volta dos 250-400Eur, uma carrinho de bebé com todas as tralhas 350-600Eur, imaginemos que se trata do 1.º filho, mobilar quarto, comprar roupas de 15 em 15 dias, fraldas, leite, neblizador 150-200Eur, vacinas (muitas não fazem parte do plano nacional de vacinação ou o plano nacional não está actualizado para as novas estirpes),... Os pais portugueses são uns heróis!

    ---------- Mensagem adicionada em 09:57 AM ---------- Mensagem anterior em 09:07 AM ----------

    Salário Médio/Anual
    Dinamarca 47.529
    Noruega 45.485
    Luxemburgo 42.135
    Alemania 41.691
    Gran Bretaña 40.015
    Holanda 38.700
    Bélgica 36.672
    Austria 36.032
    Suecia 34.049
    Francia 29.047
    Italia 24.116
    España 20.438
    Grecia 17.859
    Portugal 14.715
    Polonia 6.269
    Media UE-15 34.412
    Fuente: Eurostat 2005
    São dados de 2005, mas serve para se ter uma ideia, uma vez vi uma reportagem em que um casal Noruegues de classe mádia baixa tinha uma boa casa, bom carro, pequeno veleiro, roulotte, empregada e depois do pagamento de todos os custos fixos mensais ainda ficavam com bastante para lazer...realidades diferentes

  9. #9
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    E isso é desculpas para fazer dos filhos balas humanas? Já vi cadeiras a 30 ou 40€, e já vi imensa gente com as cadeiras no carro mas a transportar os filhos no colo, falta de dinheiro? Não, falta de inteligência.

  10. #10
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    E isso é desculpas para fazer dos filhos balas humanas? Já vi cadeiras a 30 ou 40€, e já vi imensa gente com as cadeiras no carro mas a transportar os filhos no colo, falta de dinheiro? Não, falta de inteligência.
    Concordo que é uma irresponsabilidade e à maneira do bom português julga que só acontece aos outros, mas não julgues um ou outro caso pelo todo.
    As boas cadeiras de transporte de crianças voltadas para trás tal como aparece no desenho, com isofix e apoio não estão ao alcance de qualquer família em Portugal, daí que no geral as crianças andem em cadeiras voltadas para a frente, por um lado a falta de informação, por outro lado a falta de poder de compra.

  11. #11
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    Deixem-se de desculpas, há cadeiras baratas preparadas para irem voltadas para trás.. e só esse factor já faz a diferença em caso de acidente.

    a informação sobre as mais-valias deste tipo de cadeiras é que não é nenhuma
    Basta consultar o site da APSI (associação para a promoção da segurança infantil), e se usar o google há muita informação em sites estrangeiros. Nos paises nórdicos á vários anos ou décadas que é obrigatório irem de costas viradas para a estrada.

    O isofix não é mais ou menos seguro que uma cadeira presa com cintos, dá é menos trabalho montar/desmontar a cadeira além de ser menos suspetivel a más instalações.

  12. #12
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    Mas as cadeiras baratas de aplicação voltada para trás, a partir dos 12 meses não são muito funcionais para as crianças, têm de ir a fazer yoga!
    Os teus filhos andaram voltados para trás até que idade?

  13. #13
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    para já ainda só tem 5 meses, tou é a pesquisar informação sobre este assunto. Claro que se forem de frente tem mais espaço para as pernas, mas depende sempre do espaço do carro e se a cadeira é reclinável ou não. Entre fazer yoga e ter um acidente ficar com uma lesão no pescoço, acho que é preferivel fazer um pouco de yoga

    mas tens esta aqui que dá até aos 18 kg e não é assim tao cara
    http://www.nania.com/produit.php?id_produit=45

  14. #14
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    Eu comprei uma da bebé confort de andar voltada para trás (do genero dessa que apresentas).
    Quando o teu bebé tiver uns 15 meses falamos!

 

 

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