Chegou o substituto do HDJ100. Mantém os traços rectilíneos mas está mais actualizado. Designa-se por V8, abandona o anterior motor de seis cilindros em linha e passa a ter um V8 biturbo de 4,5 litros com 286 cv. Por fora recebeu aquilo a que e pode chamar de "ampliação" e tem agora um comprimento de 4950 mm (mais 6 cm).
Ao volante, o seu "gigantismo" faz-nos parecer todos os monovolume, mesmo os grandes, somente médios, e até as jantes de 20" parecem pequenas.
A suspensão volta a exibir as "potencialidades" pneumáticas, com o eixo dianteiro a evoluir para um eficaz sistema de triângulos sobrepostos. Se, na Europa Ocidental, com boas estradas os elitistas SUV germânicos são a preferência, já no resto do mundo a indestrutibilidade do Toyota torna-o rei do deserto e um dos protagonistas por cantos do globo.
Para manter uma solidez típica de TT puro e duro, o chassis mantém travessas e longarinas, e tem um novo sistema designado por hidro-form em que, atrás, as travessas estão embutidas e não apenas soldadas ou aparafusadas. Face ao modelo que se reforma é anunciada uma rigidez torcional de 40% superior e, a verdade é que, não obstante o espírito “luxo”, é um dos mais bravos, do pelotão.
O motor V8 cativa logo à partida pelo som. Não parece nunca um Diesel e ora é muito silencioso ora, solicitando o kick-down, oferece um cativante efeito acústico. A caixa automática é rápida e decidida nas passagens, tirando bom proveito do binário do motor para conseguir uma aceleração natural e sem quebras.
Dos 0 aos 100 km/h gasta apenas 8,8, uma cifra orgulhosa, relembrando os 2615 kg. Pela cidade, e mesmo encontrando logo 450 Nm às 1200 rpm, o escalonamento da caixa impõe rodar sempre numa rotação alta… o que é criticável. O paradoxo é que a solução deste problema está na utilização do modo manual. Neste ambiente são essenciais os sensores de estacionamento em redor, e é bem vinda a câmara de estacionamento traseiro.
Seja como for, ruelas estreitas e o caos urbano podem gerar alguns nervos ao condutor, ainda que o Toyota lá acabe por se desenvencilhar. A atenuar tal stress temos o facto de ser um dos automóveis mais confortáveis do mercado. No modo "Comfort" da suspensão, as habituais lombas a que no habituámos deixam de "existir" e mesmo no mais firme modo "Sport" o conforto é uma referência, seja por asfalto ou pelos ressaltos de estradões de terra, surpreendendo.
Sob curva e contra curva, a altura, e peso do conjunto, fazem-se sentir, até porque a direcção não é perfeita, ainda que tenha melhorado. Ainda assim o rigor que a suspensão garante, e a electrónica, nunca o deixam ficar mal, sendo possível aplicar ritmos, impensáveis à partida, com confiança.
Já na travagem, as (mais de) duas toneladas e meia são um facto a ter em conta. Em suma, no capítulo dinâmico, o "Cruiser" não é tão dinâmico, preciso e eficaz como as referências BMW X5 e Porsche Cayenne, propondo uma condução mais ao estilo Range Rover.



In Autohoje - A Paixão pelo Automóvel
Ao volante, o seu "gigantismo" faz-nos parecer todos os monovolume, mesmo os grandes, somente médios, e até as jantes de 20" parecem pequenas.
A suspensão volta a exibir as "potencialidades" pneumáticas, com o eixo dianteiro a evoluir para um eficaz sistema de triângulos sobrepostos. Se, na Europa Ocidental, com boas estradas os elitistas SUV germânicos são a preferência, já no resto do mundo a indestrutibilidade do Toyota torna-o rei do deserto e um dos protagonistas por cantos do globo.
Para manter uma solidez típica de TT puro e duro, o chassis mantém travessas e longarinas, e tem um novo sistema designado por hidro-form em que, atrás, as travessas estão embutidas e não apenas soldadas ou aparafusadas. Face ao modelo que se reforma é anunciada uma rigidez torcional de 40% superior e, a verdade é que, não obstante o espírito “luxo”, é um dos mais bravos, do pelotão.
O motor V8 cativa logo à partida pelo som. Não parece nunca um Diesel e ora é muito silencioso ora, solicitando o kick-down, oferece um cativante efeito acústico. A caixa automática é rápida e decidida nas passagens, tirando bom proveito do binário do motor para conseguir uma aceleração natural e sem quebras.
Dos 0 aos 100 km/h gasta apenas 8,8, uma cifra orgulhosa, relembrando os 2615 kg. Pela cidade, e mesmo encontrando logo 450 Nm às 1200 rpm, o escalonamento da caixa impõe rodar sempre numa rotação alta… o que é criticável. O paradoxo é que a solução deste problema está na utilização do modo manual. Neste ambiente são essenciais os sensores de estacionamento em redor, e é bem vinda a câmara de estacionamento traseiro.
Seja como for, ruelas estreitas e o caos urbano podem gerar alguns nervos ao condutor, ainda que o Toyota lá acabe por se desenvencilhar. A atenuar tal stress temos o facto de ser um dos automóveis mais confortáveis do mercado. No modo "Comfort" da suspensão, as habituais lombas a que no habituámos deixam de "existir" e mesmo no mais firme modo "Sport" o conforto é uma referência, seja por asfalto ou pelos ressaltos de estradões de terra, surpreendendo.
Sob curva e contra curva, a altura, e peso do conjunto, fazem-se sentir, até porque a direcção não é perfeita, ainda que tenha melhorado. Ainda assim o rigor que a suspensão garante, e a electrónica, nunca o deixam ficar mal, sendo possível aplicar ritmos, impensáveis à partida, com confiança.
Já na travagem, as (mais de) duas toneladas e meia são um facto a ter em conta. Em suma, no capítulo dinâmico, o "Cruiser" não é tão dinâmico, preciso e eficaz como as referências BMW X5 e Porsche Cayenne, propondo uma condução mais ao estilo Range Rover.



In Autohoje - A Paixão pelo Automóvel









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