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  • #16
    Questão: Hoje em dia compensa estudar? Investir carradas de € num curso, para depois não se poder valer disso?

    Nao há nada como meterem uma colher de trolha e um fio de prumo nas mãos dos filhos e dizerem-lhe "toma rapaz, faz-te à vida!!".....

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    • #17
      Parto do início que os pais querem o melhor para os filhos, tentam sempre dar a melhor educação possível, aproveitar ou não vai de cada um, e neste momento nem isso é muito viável...

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      • #18
        Originally posted by Comandante View Post
        Questão: Hoje em dia compensa estudar? Investir carradas de € num curso, para depois não se poder valer disso?
        Eu acho que compensa sempre, é sempre uma segurança nem que se tenha de ir para fora...para além de que muitas vezes se torna um objectivo pessoal concretizado e é sempre óptimo cumprir metas a que nos propomos.
        No entanto, focando apenas no mercado nacional, hoje em dia poucos têm saída. Mas muito disto se deve aos patrões que temos, sem qualificações, em que abriram empresas no tempo de "vacas gordas" em que qualquer artista o fazia; tempo em que existia folga para financiamentos e nem era preciso grande estratégia de negócio.

        Por exemplo, tantas empresas e os advogados desempregados. Com as faculdades que os mesmos detêm, bastante abrangentes, ser jurista é algo que a maioria das empresas desconhece, mais a polivalência na parte administrativa...fora a solicitadoria.
        Depois claro, são comidos nos contractos por outros, pagam multas desnecessárias porque não estão enquadrados com a lei (que está em constante revolução), etc.

        Não vou fazer futurismos mas tenho um feeling que existirá o dia em que precisaremos dos cursos profissionais mais do que nunca. A saber: serralheiros, electricistas, trolhas, canalizadores, entre outros. Mas mesmos estes trabalhos necessitam de mão de obra especializada, o mercado está cada vez mais exigente.

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        • #19
          Originally posted by powerPT View Post
          Eu sinceramente acho que a culpa disto tudo, numa fase primária vem de baixo, muito abaixo! Vem da educação, da tolerância e do sistema em níveis como primária e terceiro ciclo. Sim, culpa dos paizinhos e culpa da sociedade (hoje em dia um puto tem de ir com alguns euros para a escola para se sentir integrado, comprar merd@ só para não ficar excluído...mas não generalizo, existem putos com personalidade e com ou sem bens materiais marcam posição e têm valores)!

          Depois é uma bola de neve, vem das políticas governamentais aplicadas à escola, da falta de educação e interesse por parte dos alunos que por sua vez transfere-se aos professores.
          Sim, que motivação tem um professor em leccionar a uma turma de gajos que estão-se a marimbar? A educação tem de vir de casa, a escola tem de ser para instruir!

          Mas muito pior ainda está para vir, oh se está!


          EDIT: devo confessar que leccionei durante 3 anos em regime pós-laboral numa instituição superior...por isso é que também falo com um pouco conhecimento de causa. Apanhei pessoas excepcionais mas os mais novos e de ano para ano estavam cada vez piores, sem qualquer interesse e mesmo eu tendo interrompido muitas muitas vezes aulas para lhes dar um bocado de "abre olhos" sobre o mundo do mercado e objectivos a atingir.
          Resultado? Fartei-me! Prefiro canalizar as minhas forças e paciência a educar os meus futuros filhos.


          Subscrevo totalmente as tuas palavras amizade. Houve uma política de facilitismo que se instalou só para termos percentagens mais bonitas para mostrar lá fora e hoje em dia a qualidade dos alunos em todos os níveis de ensino é bem inferior ao antigamente e com tendência para piorar. é tudo de mão beijada, portanto para quê o esforço?
          Depois no mercado de trabalho é que são elas porque quem sabe, sabe e quem não sabe arruma para canto. Estou-me bem a marimbar para os mestres que saem da faculdade na minha área hoje em dia porque eles com o seu fabuloso mestrado de 5 anos têm muito que andar até chegar à minha licenciatura de 6!

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          • #20
            De certeza que na vossa altura, também por vezes, acontecia haver um dia não, em que não havia paciência para nada...
            A mim custa-me mesmo a acreditar que antes, 100% dos alunos (caloiros), era ano após ano, toda a gente ali fixada atenta, que não havia ninguém que não aproveitava a hipótese, e que como não havia distraídos, não havia ninguém que acabava por mudar, e tentar agarrar as hipóteses... Se calhar o que muda, é a paciência de cada um, para aturar os mais novos que não lhe são nada, porque se calhar na idade deles, fazem tanto ou pior... Mas isto claro, sou eu, um actual estudante do ensino superior, que vê todos os dias comentários a denegrir o actual estudante universitário...

            E a uns anos atrás, também não era o bixo de 7 cabeças em todo o lado, conheço vários casos, que fizeram o curso sem saber ler ou escrever, e, devido na altura haver poucos, arranjaram um tacho qualquer... Também é preciso ter sorte de estar no local certo a hora certa!!
            E se os de antigamente (não vos estou a chamar de velhos atenção... :lol ), eram tão inteligentes, esses que estão agora no topo das suas carreiras, não estou a ver a economia mundial a prosperar assim tanto... Mas antigamente é que era...

            Há cursos e Universidades fáceis, e outros difíceis, como sempre foi, e sempre será...
            Antes entravam 20, desses, se calhar 10 ficavam pelo caminho de alguma forma, hoje entram 200, se calhar 100 ficam pelo caminho, a treta é a mesma...

            Uma coisa que não entendo, é se também antes é que era, porque é que há tantos jovens com ideias, projectos, descobertas na ciência tão inovadores...

            Mas facilitam, não digo que não, mas se temos uma ferramenta tão boa, para, por exemplo, fazer simulações numéricas de escoamento de fluídos, para que é que se vai pelo caminho difícil?!? Hoje em dia e mais que nunca, os recém-licenciados vêem-se a ter de fazer muito, com pouco, quando têm a oportunidade para o fazer, antes, ninguém falava de elementos multidisciplinares, hoje é o prato do dia, antes, cria-se fazer uma estrada, havia uma derrapagem descomunal, não importa, é o estado que paga, agora, é tudo escrutinado pelos media...

            Sendo estudante no ensino superior, não me conformo com a frase:"Estou-me bem a marimbar para os mestres que saem da faculdade na minha área hoje em dia porque eles com o seu fabuloso mestrado de 5 anos têm muito que andar até chegar à minha licenciatura de 6!", se calhar na tua altura, não havia as ferramentas que há hoje, para criar por exemplo as próteses dentárias, nem havia tanto controle por parte da tua entidade reguladora (SNS talvez?)...
            E só mais uma pergunta, antes com a tua Licenciatura de 6 anos, concluis-te os estudos, a saber o que sabes hoje? Em caso de negação, um actual recém-licenciado não merece as mesmas oportunidades que tu tiveste de aprender no mercado de trabalho??
            Mas infelizmente, o actual recém-licenciado não vai ter as mesmas oportunidades que tu, vai ter menos, e vão exigir dele mais logo desde inicio, porque há muitos, e se apanha o ritmo apanha, se não apanha é rua...
            Last edited by William_1991; 28-02-2013, 02:36 AM.

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            • #21
              Actual estudante universitário este, que que só quer noitadas e festas, pois livrem os antigos estudantes, os do pré-Bolonha, a pensar sequer no álcool e nas festas!! Era de manhã aulas, e a tarde e a noite estudar, todos os dias, nem tempo para dormir tinham!!

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              • #22
                Creio que o há a criticar nos cursos pós-Bolonha, pelo menos no caso do meu, é que sem acrescentar nada de novo em termos de programa ou seja, os alunos não aprendem mais nada que anteriormente, passam a ter um grau de Mestre.
                Isto é deprimente porque deixa transparecer que o único objectivo é aumentar a percentagem de Mestres, porque fica bem na fotografia, sem que isso signifique melhoria dos conhecimentos.
                Antigamente :lol um tipo para ser Mestre tinha que ter muita experiência na área e um conhecimento profundo de uma matéria em especifico. Estava capaz de leccionar numa faculdade. Imaginem isso agora.
                Além disso temos actualmente alunos que saem com grau de Mestre e foram ensinados por Licenciados... Isto faz algum sentido?
                Não tenho nada contra os actuais "Mestres". Tenho pena é que o sejam sem os conhecimentos que lhe são devidos tendo em conta aquilo que um Mestre deve ser.

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                • #23
                  Miguel, posso estar em erro, mas professores no Mestrado, têm de ter Doutoramento, pelo menos na UTAD sei de alguns que ficaram sem lugar (despedidos) por não terem, e outros que estavam a tirar para poderem permanecer :fixe

                  Bolonha foi bom na parte em que um curso cá, vale na Europa toda, isto os certificados claro...

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                  • #24
                    William creio que sempre houve, há e continuará a haver alunos bardinas e pessoal empenhado.
                    Lamento que alguém use estratagemas para projectar uma imagem que não corresponde á verdade factual.
                    Isto chega até a ser enganador para os próprios alunos.

                    Mais uma vez usando o meu curso como exemplo:
                    um aluno tem a possibilidade de sair no terceiro ano com uma licenciatura em estudos ou ciências da arquitectura. O que faz ele depois com isso? Nada. Nem se pode inscrever na ordem, o que o impossibilita de exercer o que quer que seja, nem tem credibilidade no mercado de trabalho. Tirou uma Licenciatura que não tem objectivo nenhum.
                    Podemos até pensar: mas pode concluir o mestrado noutra área qualquer (a tal flexibilidade). Mentira. É um mestrado integrado o que não lhe permite aceder a qualquer outro Mestrado senão o daquele curso.
                    Creio que isto não é minimamente razoável para um ensino que se pretende sério.

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                    • #25
                      Por exemplo as Engenharias, há centenas de cursos de Engenharia em Portugal, só 17 cursos, em 5 Universidades, são creditados pela Ordem dos Engenheiros OE+EUR-ACE, e todos os anos, vão as Universidades, e pegam em frequências/exames/trabalhos aleatoriamente, o que significa, que a qualquer momento podem perder a creditação...
                      Têm aqui a lista:
                      http://www.ordemengenheiros.pt/pt/a-...-oe-eur-ace-1/

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                      • #26
                        Originally posted by William_1991 View Post
                        Miguel, posso estar em erro, mas professores no Mestrado, têm de ter Doutoramento, pelo menos na UTAD sei de alguns que ficaram sem lugar (despedidos) por não terem, e outros que estavam a tirar para poderem permanecer :fixe

                        Bolonha foi bom na parte em que um curso cá, vale na Europa toda, isto os certificados claro...
                        Na minha área, e sei que não é a única, tem que haver um numero mínimo de Mestrados e Doutorados os restantes podem ser Licenciados.
                        Em relação aos certificados, é pena ser só isso mesmo. Porque na prática a aceitação não é assegurada.

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                        • #27
                          Foi exactamente aí que quis chegar Miguel, há bons e maus alunos, assim como há bons e maus cursos\universidades... O antes é que era não pega...

                          Aqui na UTAD no meu curso passa-se o mesmo quanto ao Mestrado e quase toda a gente segue com os estudos em Eng. Mecânica.

                          Mas repara, um aluno duma Universidade é maior de idade, cada um sabe das escolhas que faz, havendo a possibilidade, pode fazer, cada um escolhe o que quer, e por vezes é necessário, conheço um caso que tem dois Mestrados, um em Eng. e outro em Gestão, sendo que o 2º, foi passado um tempo, em regime pós-laboral, pois deu-lhe jeito, antes isso não se podia fazer :fixe

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                          • #28
                            William repara que eu não atribuo culpas nem descarrego nos actuais mestres.
                            Conheço alguns Mestres (de antigamente) todo pessoal com idade para serem meus pais ou quase, com anos de experiência de trabalho, com um conhecimento profundo de determinada matéria de tal forma que não se admite grandes discussões quando a conversa versa sobre determinado assunto. Entendes esse "sentimento"? Tenho a certeza que sim.
                            Compara isso agora com um Mestre acabado de tirar um curso (não ponho em causa a qualidade nem do aluno nem do curso) e com zero de experiência.
                            De certo que concordas que não são coisa iguais. Nem podem ser quanto mais não seja pela tarimba de um vs a inexperiência do outro.
                            Do meu ponto de vista o primeiro é um verdadeiro mestre, tem muito conhecimento e muito a ensinar.
                            E sem menosprezo qualquer pelo trabalho e dedicação do segundo exemplo creio que não se podem comparar os Títulos.

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                            • #29
                              Conhecimentos esses que foram adquiridos com anos de experiência, todos deveríamos ter essa possibilidade, de ganhar a experiência...
                              Também não saíram ensinados da Universidade, o que aproxima e muito os alunos de antes com os de agora... :fixe
                              O grau de Mestre, para mim é só um nome, o que eu quero quando acabar o curso, é ter trabalho, ser chamado de Mestre para mim não tem lógica...

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                              • #30
                                Quanto ao estudantes de antes e o de agora...é igual, há de tudo! Altura de farra é de farra, altura de estudo é de estudo.
                                Pelo menos eu não generalizei, até porque actualmente tenho um colega de trabalho com mestrado pós-bolonha e tem bastantes capacidades, "tiro-lhe o chapéu".

                                No entanto e apesar de não generalizar, há uma tendência nítida, isso há!

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