Announcement

Collapse
No announcement yet.

Dedicado aos licenciados em 5 anos e mestrados em + 2

Collapse
X
 
  • Filtrar
  • Time
  • Mostrar
Clear All
new posts

  • #31
    Originally posted by William_1991 View Post
    Conhecimentos esses que foram adquiridos com anos de experiência, todos deveríamos ter essa possibilidade, de ganhar a experiência...
    Também não saíram ensinados da Universidade, o que aproxima e muito os alunos de antes com os de agora... :fixe
    O grau de Mestre, para mim é só um nome, o que eu quero quando acabar o curso, é ter trabalho, ser chamado de Mestre para mim não tem lógica...
    Exacto William, aí é que está o problema.
    Em vez de se criarem condições para que haja trabalho de forma a cada um crescer e desenvolver as suas capacidades o que se faz é: toma lá um Mestrado.
    Mas estamos no país em que se põe Eng, Dr e tal antes do nome nos cartões de crédito, nos cheques já nem por isso porque muitos estão inibidos do seu uso.
    Talvez qualquer dia possamos pagar contas mostrando os diplomas :lol

    Comentar


    • #32
      Hoje em dia uma pessoa que tenha a possibilidade de os pais poderem bancar os estudos, deve aproveitar, mas uma coisa é certa, quando sair da faculdade com o mestrado (digamos, aos 23 anos se for sempre certinho...), vai chegar cá fora e reparar que afinal os cães grandes mordem.

      Ao ser mordido com essa idade, vai logo a correr para casa a dizer à mãe e ao pai que fulaninho tal é mau e fez cara feia.....

      Antigamente também era assim certamente, mas não havia tantas mãos de leitinho, nem pais com tantas mariquices para com os filhos, com sentimentos de "ai o meu menino, ai o meu filhinho"....

      Quero com isto dizer que esgravatar nunca fez mal a ninguém. E para mim, que apanhei a transição de bolonha, isso foi e continua a ser, uma merd@ de alto a baixo.

      Um curso que antes se leccionava em 5 anos, passou para 3, que tipo de competências vão ter os alunos? Nem só a teoria conta, a prática vale bastante...o tal esgravatar que não faz mal a ninguém.

      Comentar


      • #33
        Antes era 5 anos, e estavas apto para ir para o mercado de trabalho começar a carreira, hoje em 3 tens uma folha muito bonita para emuldorar, em 5 estão como estavam antes só com a licenciatura... É a mesma coisa que antes, com nome diferente...
        O que o Miguel diz é 100% verdade, que alguns logo que possam ter o título, o resto que se lixe, mas não é para toda gente...
        Só posso falar por mim, e eu, estou com uma vontade tremenda de ir para o mercado de trabalho, ir procurar e ir a luta, e, já sei que vou ter dificuldades ao início, acho que a não ser que se arranje um grande tacho, todos têm dificuldades, têm de lutar, e penso isso também se passar no antes Bolonha... :fixe

        Comentar


        • #34
          Originally posted by William_1991 View Post
          De certeza que na vossa altura, também por vezes, acontecia haver um dia não, em que não havia paciência para nada...
          A mim custa-me mesmo a acreditar que antes, 100% dos alunos (caloiros), era ano após ano, toda a gente ali fixada atenta, que não havia ninguém que não aproveitava a hipótese, e que como não havia distraídos, não havia ninguém que acabava por mudar, e tentar agarrar as hipóteses... Se calhar o que muda, é a paciência de cada um, para aturar os mais novos que não lhe são nada, porque se calhar na idade deles, fazem tanto ou pior... Mas isto claro, sou eu, um actual estudante do ensino superior, que vê todos os dias comentários a denegrir o actual estudante universitário...

          E a uns anos atrás, também não era o bixo de 7 cabeças em todo o lado, conheço vários casos, que fizeram o curso sem saber ler ou escrever, e, devido na altura haver poucos, arranjaram um tacho qualquer... Também é preciso ter sorte de estar no local certo a hora certa!!
          E se os de antigamente (não vos estou a chamar de velhos atenção... :lol ), eram tão inteligentes, esses que estão agora no topo das suas carreiras, não estou a ver a economia mundial a prosperar assim tanto... Mas antigamente é que era...

          Há cursos e Universidades fáceis, e outros difíceis, como sempre foi, e sempre será...
          Antes entravam 20, desses, se calhar 10 ficavam pelo caminho de alguma forma, hoje entram 200, se calhar 100 ficam pelo caminho, a treta é a mesma...

          Uma coisa que não entendo, é se também antes é que era, porque é que há tantos jovens com ideias, projectos, descobertas na ciência tão inovadores...

          Mas facilitam, não digo que não, mas se temos uma ferramenta tão boa, para, por exemplo, fazer simulações numéricas de escoamento de fluídos, para que é que se vai pelo caminho difícil?!? Hoje em dia e mais que nunca, os recém-licenciados vêem-se a ter de fazer muito, com pouco, quando têm a oportunidade para o fazer, antes, ninguém falava de elementos multidisciplinares, hoje é o prato do dia, antes, cria-se fazer uma estrada, havia uma derrapagem descomunal, não importa, é o estado que paga, agora, é tudo escrutinado pelos media...

          Sendo estudante no ensino superior, não me conformo com a frase:"Estou-me bem a marimbar para os mestres que saem da faculdade na minha área hoje em dia porque eles com o seu fabuloso mestrado de 5 anos têm muito que andar até chegar à minha licenciatura de 6!", se calhar na tua altura, não havia as ferramentas que há hoje, para criar por exemplo as próteses dentárias, nem havia tanto controle por parte da tua entidade reguladora (SNS talvez?)...
          E só mais uma pergunta, antes com a tua Licenciatura de 6 anos, concluis-te os estudos, a saber o que sabes hoje? Em caso de negação, um actual recém-licenciado não merece as mesmas oportunidades que tu tiveste de aprender no mercado de trabalho??
          Mas infelizmente, o actual recém-licenciado não vai ter as mesmas oportunidades que tu, vai ter menos, e vão exigir dele mais logo desde inicio, porque há muitos, e se apanha o ritmo apanha, se não apanha é rua...


          As ciências estão sempre a evoluir e obviamente que já apareceram mais coisas do que as que havia no meu tempo. Quê que têm entidades reguladoras do exercício da profissão a ver com esta história? Uma pessoa para trabalhar tem de ter as habilitações académicas mínimas que são ou a licenciatura ou o mestrado e estar inscrito na Ordem dos Médicos dentistas no meu caso. Se se fôr proprietário de uma clínica que é o meu caso é preciso cumprir uma quantidade estúpida de normas e burocracias. Obviamente que com a diminuição do número de anos de curso diminuiram a quantidade de matéria teórica lecionada e o número de horas práticas dos alunos levando a que eles saiam pior preparados. Eu tenho colegas meus de curso que ficaram como docentes universitários e são docentes dos alunos dos mestrados de Bolonha e falam-me da performance dos actuais alunos. Há malta que nem português sabe escrever, quanto mais saber alguma coisa do que estudou ou muitas vezes não estudou. Eu vejo a dificuldade dos exames que são feitos hoje em dia comparados ao que eram no meu tempo e não há comparação possível! A tarefa é muito mais facilitada para o pessoal e mesmo assim alguns passam sabe-se lá como porque o interesse deles naquilo é meramente residual. No mercado de trabalho estas pessoas vão estar pior preparadas do que eu estava quando saí da faculdade sem sombra de dúvidas! No entanto têm um fantástico título de Mestre! Na minha opinião são mestres de coisa nenhuma! Ser mestre é atingir a excelência numa ou mais áreas e para isso têm muito que andar!
          Last edited by Martins_Viseu; 07-03-2013, 20:34 PM.

          Comentar


          • #35
            Originally posted by William_1991 View Post
            Antes era 5 anos, e estavas apto para ir para o mercado de trabalho começar a carreira, hoje em 3 tens uma folha muito bonita para emuldorar, em 5 estão como estavam antes só com a licenciatura... É a mesma coisa que antes, com nome diferente...
            O que o Miguel diz é 100% verdade, que alguns logo que possam ter o título, o resto que se lixe, mas não é para toda gente...
            Só posso falar por mim, e eu, estou com uma vontade tremenda de ir para o mercado de trabalho, ir procurar e ir a luta, e, já sei que vou ter dificuldades ao início, acho que a não ser que se arranje um grande tacho, todos têm dificuldades, têm de lutar, e penso isso também se passar no antes Bolonha... :fixe
            Na friend interessa e nao desistir e ir ate ao fim. Nem que se comece do fundo do posso depois e sempre a subir.
            :fixe

            Comentar


            • #36
              Originally posted by Martins_Viseu View Post
              As ciências estão sempre a evoluir e obviamente que já apareceram mais coisas do que as que havia no meu tempo. Quê que têm entidades reguladoras do exercício da profissão a ver com esta história? Uma pessoa para trabalhar tem de ter as habilitações académicas mínimas que são ou a licenciatura ou o mestrado e estar inscrito na Ordem dos Médicos dentistas no meu caso. Se se fôr proprietário de uma clínica que é o meu caso é preciso cumprir uma quantidade estúpida de normas e burocracias. Obviamente que com a diminuição do número de anos de curso diminuiram a quantidade de matéria teórica lecionada e o número de horas práticas dos alunos levando a que eles saiam pior preparados. Eu tenho colegas meus de curso que ficaram como docentes universitários e são docentes dos alunos dos mestrados de Bolonha e falam-me da performance dos actuais alunos. Há malta que nem português sabe escrever, quanto mais saber alguma coisa do que estudou ou muitas vezes não estudou. Eu vejo a dificuldade dos exames que são feitos hoje em dia comparados ao que eram no meu tempo e não há comparação possível! A tarefa é muito mais facilitada para o pessoal e mesmo assim alguns passam sabe-se lá como porque o interesse deles naquilo é meramente residual. No mercado de trabalho estas pessoas vão estar pior preparadas do que eu estava quando saí da faculdade sem sombra de dúvidas! No entanto têm um fantástico título de Mestre! Na minha opinião são mestres de coisa nenhuma! Ser mestre é atingir a excelência numa ou mais áreas e para isso têm muito que andar!
              Confirmo!!

              Comentar


              • #37
                Martins, não tens também casos que mostram grande conhecimento, muito acima da média também?
                Neste tópico fui do contra, já que muitas vezes me disseram que hoje em dia ter um curso superior é 0, já me disseram na cara que estava a ser burro em me esforçar por tirar um (WTF?!?!?!), e não, não é... É o mesmo que antes Bolonha? Não, mas de certeza que também não saem de lá a 0%, e o que fazem depois de concluírem os estudos é de cada um!!
                Uma pergunta, de tudo que deste, usas-te 100% já? As vezes o pessoal embirra porque não é leccionada certa matéria, mas alguma, tem toda a lógica não ser, e ser substituída por outra... No meu curso, desenho técnico a mão, em mesas como as dos arquitectos desapareceu, e era um cadeirão, mas...é normal!! Hoje em dia em computador sai muito melhor, com melhor visualização, etc...
                A isto, eu chamo de evolução, e tem as suas coisas boas, como tem as suas coisas más, e um exemplo é as cabines para pagar as portagens, as automáticas que levaram tanta gente ao desemprego, sim é péssimo, mas é certamente mais eficiente!! O mesmo se passou na revolução industrial, e uns bons anos depois, não vejo ninguém a falar mal dela...

                O Bolonha veio trazer/assegurar:
                -Uniformização das estruturas de ensino superior e adopção de quadros comuns de competências que fazem com que os diplomas sejam reconhecidos nos 46 países que actualmente participam no processo de criação de um Espaço Europeu de Ensino Superior.
                http://www.uatlantica.pt/candidatura...e-bolonha.html

                Só daqui, quer parecer-me que foi uma óptima acção!!

                Mas concordo tudo nela? Não, por vezes vejo certas incoerências no curso que frequento, e algumas já foram resolvidas, outras não... Mas o que vejo, é que muita gente confunde Eng. Mecânica com Eng. Automóvel, e depois é normal não entenderem o curso e acharem mau, então caloiros que entram a pensar que vão mexer em carros, é aos pontapés!! Tive um que acha (Sim, continua...), que vai sair da Licenciatura a mexer na ECU dos carros e tudo... A culpa neste caso é dele, e não de Bolonha ou do curso, que nem entende que o estão a tentar chamar a verdade...


                Originally posted by joao_onyx View Post
                Na friend interessa e nao desistir e ir ate ao fim. Nem que se comece do fundo do posso depois e sempre a subir.
                :fixe
                Isto!! :amen :amen :amen

                Comentar


                • #38
                  Originally posted by William_1991 View Post
                  Martins, não tens também casos que mostram grande conhecimento, muito acima da média também?
                  Neste tópico fui do contra, já que muitas vezes me disseram que hoje em dia ter um curso superior é 0, já me disseram na cara que estava a ser burro em me esforçar por tirar um (WTF?!?!?!), e não, não é... É o mesmo que antes Bolonha? Não, mas de certeza que também não saem de lá a 0%, e o que fazem depois de concluírem os estudos é de cada um!!
                  Uma pergunta, de tudo que deste, usas-te 100% já? As vezes o pessoal embirra porque não é leccionada certa matéria, mas alguma, tem toda a lógica não ser, e ser substituída por outra... No meu curso, desenho técnico a mão, em mesas como as dos arquitectos desapareceu, e era um cadeirão, mas...é normal!! Hoje em dia em computador sai muito melhor, com melhor visualização, etc...
                  A isto, eu chamo de evolução, e tem as suas coisas boas, como tem as suas coisas más, e um exemplo é as cabines para pagar as portagens, as automáticas que levaram tanta gente ao desemprego, sim é péssimo, mas é certamente mais eficiente!! O mesmo se passou na revolução industrial, e uns bons anos depois, não vejo ninguém a falar mal dela...

                  O Bolonha veio trazer/assegurar:
                  -Uniformização das estruturas de ensino superior e adopção de quadros comuns de competências que fazem com que os diplomas sejam reconhecidos nos 46 países que actualmente participam no processo de criação de um Espaço Europeu de Ensino Superior.
                  http://www.uatlantica.pt/candidatura...e-bolonha.html

                  Só daqui, quer parecer-me que foi uma óptima acção!!

                  Mas concordo tudo nela? Não, por vezes vejo certas incoerências no curso que frequento, e algumas já foram resolvidas, outras não... Mas o que vejo, é que muita gente confunde Eng. Mecânica com Eng. Automóvel, e depois é normal não entenderem o curso e acharem mau, então caloiros que entram a pensar que vão mexer em carros, é aos pontapés!! Tive um que acha (Sim, continua...), que vai sair da Licenciatura a mexer na ECU dos carros e tudo... A culpa neste caso é dele, e não de Bolonha ou do curso, que nem entende que o estão a tentar chamar a verdade...




                  Isto!! :amen :amen :amen



                  Há sempre o pessoal que se esforça e estuda a sério! Há sempre a excepção à regra e malta com brio! ;) Na minha área nem sempre chega porque é preciso depois ter mão e isso já vai da destreza de cada um. Mas regra geral a malta já vem com uma cultura de facilitismo que vem de trás e da qual eles não são culpados mas que os deixa acomodados. Quando chegam à faculdade e puxam um pouco mais por eles e que não é nem coisa que se pareça como quando eu tirei o curso caem que nem pardais. Mas mesmo assim ainda se vêm notas da tese de mestrado de 14, 15 valores para cima em quase toda a gente. Dá-me vontade de rir porque eu no meu tempo para tirar uma nota dessas a alguma cadeira tinha que saber e saber a sério! Mas lá está, depois no mercado de trabalho não lhes serve de nada....Ou sabem fazer as coisas e se safam minimamente ou a "coisa" vai correr mal...

                  Comentar


                  • #39
                    No meu curso tenho professores que facilitam, outros nem tanto...
                    Um exemplo foi numa cadeira que reprovei por 0.15, na primeira resolvi até meio (não continuei por falta de tempo), levei 0 (não apresentei resultado), noutra em alíneas foi só a descontar, numa enganei-me e calculei mal um ângulo, tinha as outras 9 características bem, foi logo para 50% o valor, e assim continuou...
                    Noutra o ano passado, numa turma de 20 e poucos, passaram 2 se não estou em erro... O que os safou é que a maior parte já era finalista e puderem tentar de novo...

                    Claro que também há os que facilitam, mas pelo menos aonde estou ainda não é geral... É tanto que no FaceBook há uma página que são os MeMes da Utad, e é só lá ver MeMes de professores que dão aulas a Eng. Mecânica, e como leccionam a sério é só gente a comentar de outros cursos... :lol
                    Mas noto que há alunos que desistem facilmente, a Mecânica dos Sólidos, éramos uns 80 (2 cursos) na aula em Fevereiro, sem fazer nenhuma avaliação, só já fomos uns 15... E eu não entendo como isso é possível, se já tivesse feito alguma avaliação e fosse 0...ainda se ia compreendendo, mas assim... Não me entra mesmo na cabeça como se desiste tão fácil, mas, tirando 1 ou outro professor, não querem saber regra geral, e continuam com a avaliação como se nada fosse :fixe

                    Comentar


                    • #40
                      Boas, na minha opinião não é a "ferramenta" que conta, mas sim como se trabalha com ela...

                      Como todos sabemos um curso superior tem a vantagem de promover o raciocínio, mas não somos todos iguais, e existem grandes diferenças entre um licenciado em Engenharia e um Engenheiro, não sei se me faço entender...

                      A investigação contínua, o querer aprender, isso sim é o que mais interessa, não é o titulo académico que nos identifica como pessoas e bons técnicos mas sim a capacidade que cada um tem de colocar os conhecimentos adquiridos em prática.

                      No meu caso comecei a minha carreira académica já "tarde", recomecei a estudar (licenciatura) com 30 anos (trabalho desde os 18) e o ano passado acabei um Mestrado.

                      Obtive 18 valores no meu projeto final e o meu trabalho foi publicado e apresentado numa conferência internacional em que 40 nações estavam representadas...neste momento sou docente na instituição onde estudei.

                      O que quero dar a entender é que apesar de ser um "Mestre de Bolonha" não me tira quaisquer capacidades de "ombrear" seja com quem for, pois aposto sempre numa aprendizagem contínua...

                      Se a minha experiência profissional ajudou??? Claro que sim, na responsabilidade, no empenho, no rigor, na preocupação de sair do trabalho e ir para a escola, de aproveitar todo o tempo para estudar sacrificando em muito a minha vida pessoal (e dinheiro!!), é isto que eu tento passar para os meus alunos...

                      Portanto não somos todos iguais, a real diferença está no individuo.

                      Cumprimentos.

                      Comentar

                      Em processamento...
                      X